Viagens do Maranhão


Tempos Modernos



Sim, eu gosto de coisas de velho. Ando em casa de pijamas e meias, minha rádio preferida é Antena 1, assisto (com saudosismo) os jogos da Copa de 70 na Cultura e “Cidadão Kane” é o melhor filme de todos os tempos. Mas uma coisa que nunca fiz foi assistir um filme do Chaplin, sempre vejo trechos, reportagens, mas o filme inteirinho, até a ultima ponta, nunca, até porque só passa no Corujão, e velho que se preze não fica acordado até essa hora.

Do pouco que vi, o que muito me agradou é a quantidade de informações que são passadas mesmo sendo cinema mudo. Em “Tempos Modernos”, a função de Chaplin em uma fábrica é girar uma chave regularmente em uma máquina, só isso, sem raciocinar, só repetir. Em uma das etapas de meu projeto de mestrado, tenho que trabalhar tal qual Chaplin: girando a manivela de uma máquina a cada minuto, o resto do tempo eu espero. O detalhe é o disco da máquina girando a 5000 rotações por minuto e eu, como um velho, vez ou outra cochilo, caindo com o rosto próximo ao disco. Daí tomei a decisão: terei que ocupar esses intervalos fazendo algo desafiador, se não posso perder o nariz.

Passei a tentar fazer coisas e voltar a tempo de girar a manivela: beber água, encher o filtro d’água, beber café, passar café, essas coisas que se faz no trabalho. Até que resolvi escovar os dentes ao lado da máquina, até porque é na sala do fundo, ninguém ia ver, e tem um banheiro perto. Quando voltei ao banheiro para cuspir aquela espuma que já ardia em minha papilas, algum velocista cagão entrou no banheiro antes de mim. Tirei o resto de espuma que estava em meu bigode e resolvi atravessar o laboratório e cuspir no banheiro da entrada, sem que ninguém notasse o que estava fazendo.

Lá chegando, uma moça de ar fúnebre gesticula com a mão, como se quisesse falar. Por educação, me aproximo, aponto para minha boca e balanço o indicador, tentando dizer que não podia falar no momento. Não sabendo da espuma, a mulher só entendeu parcialmente e, começou a falar em linguagem de sinais comigo!!! Imóvel, pude reparar na mudança na expressão da dito cuja que se encheu de alegria, pois era surda-muda e pensava ter encontrado “alguém da galera”. Depois de muito gesticular, ele me entregou um chaveiro onde dizia “R$ 2,00”. Puxei a carteira e paguei a quantia, se fosse R$ 200,00 eu acho que também pagava, só para me livrar da situação. Ela recebeu, abriu um sorrisão, acenou mais uma vez e partiu. Cuspi em uma plantinha que estava por perto e voltei ao trabalho.

 


P.S.1. Alguem sabe porque as máquinas (retífica, torno, prensa, etc.) são pintadas de verde?

 

P.S.2. Já tinha desencanado do viagens.tk, dá muito trabalho . Voltei a escrever graças a pressão do meu primo maldito Lucas, tentarei postar sempre que possível. 



Escrito por Maranhão às 11h08 [   ] [ envie esta mensagem ]





E este que vos escreve...



E este que vos escreve é só alegria e cansaço. Alegria porque gosta dos pequenos gozos que a vida lhe proporciona, cansaço porque não há trabalho mais árduo que estudar, digo isso pois é o único emprego que tive até hoje, e terei por mais 2 anos.

E este que vos escreve é só cansaço e prazer, porque faz pesquisa e estuda pelo prazer de conhecer, assim não tem hora, pois sempre será um prazer.

E este que vos escreve é só prazer e paixão. Já que tudo vale a pena quando a alma não é pequena, deixei a pequenez de alma de lado e resolvi experimentar um dos maiores, se não o maior dos prazeres que a vida nos proporciona, a paixão.

E este que vos escreve é só paixão e saudades, onde as semanas sem ela são invernos e as horas ao seu lado são primaveris.

E este que vos escreve é só saudades e alegria. Saudades da família distante, que sempre de perto tem apoiado e dado suporte nos momentos tristes, mas que agora se alegra e celebra a aprovação no mestrado.

 

Todo esse tempo de posts escassos era dedicado aos estudos (na tentativa bem sucedida de ser admitido no mestrado), era investido em meu projeto de pesquisa (que saiu do papel depois de meses), era cuidando dela, e deixando que ela cuidasse de mim.



Escrito por Maranhão às 23h15 [   ] [ envie esta mensagem ]





Entrei só pra dizer que, amanhã, dia 21, este que vos escreve completa mais um ano prazeroso de vida, sim, estou ficando velho. A barulheira da molecada do prédio já me incomoda (lógico, não consigo ouvir direito o "noticiário"), balada para mim é quando alguém joga uma bala Soft na cabeça do outro e eu já tenho cabelo branco (sim, no singular, porque é só um). Fiquem à vontade para despachar seus presentes pelo Sedex10 aqui para São Carlos. Preciso de uma câmera digital, um Nike Shox (tamanho 44) e um travesseiro novo (o meu está soltando as penas).

P.S.1. Mas porque tanto tempo sem postar? Explico no próximo post.

P.S.2. E quando vai ser o próximo post? Em dezembro, dude.

P.S.3. Quantos anos? 23b ou 23,5... como preferir.

Coisas que, graças a minha idade avançada, não mais poderei fazer:

1-Fugir da água gelada, pendurando-me em uma corda

2-Praticar o bom e velho rafting dos fins de semana

3-Usar meus amigos como apoio pra me pendurar em todas as fotos de aniversário

4-Pular de cima do guarda-roupa toda vez que me hospedar em hotel



Escrito por Maranhão às 17h41 [   ] [ envie esta mensagem ]





É o meu guri...



Quando nos faltam as palavras corretas para expressarmos algo, recorrer ao bom e velho Chico sempre é uma opção:

 

Quando, seu moço, nasceu meu rebento

Não era o momento dele rebentar

Já foi nascendo com cara de fome

E eu não tinha nem nome pra lhe dar

Como fui levando, não sei explicar

Fui assim levando ele a me levar

E na sua meninice ele um dia me disse

Que chegava lá

Olha aí

Olha aí

Olha aí, ai o meu guri, olha aí

Olha aí, é o meu guri

E ele chega

 

 

 

É isso aí moçada, agora “sou chique bem, ê, sou dono-proprietário de blog indicado como Mais Legal”. Fica aqui meu agradecimento a todos que comentaram no blog para elogiar e/ou me xingar, a Marilda Mirandis sp (é o nome dela em latim, ela também é chique) que me incentivou a criar o viagens.tk e, principalmente, a tia Conceição.

 


 

Ah, tia Conceição, quanto tempo... Senhora de corpo roliço, voz nasalada e português impecável, a típica “tia” de português do primário. Não sei o que aquela mulher via tanto em mim, mas sempre me incentivava com um “você vai conquistar tudo o que você quiser”. Não a vejo a quase uma década, mas ainda lembro do abraço macio e cheio de carnes que recebi quando fui campeão de futebol pela escola, recordo de quando chorei porque meu projeto da feira de ciências quebrou e ela me deu a idéia de arrumar um cravo branco e colocar na água com tinta, o cravo se coloriu, bem como meu sorriso cheio de dentes.

 

Tia Conceição não me ensinou a ler, nem muito menos as técnicas refinadas de redação para o vestibular, no máximo algo sobre proparoxítonas. Ajudou-me sim a ser confiante, bastava um minuto de conversa com ela e minhas dúvidas sobre o futuro variavam entre goleiro da seleção ou engenheiro da Nasa. Hoje sou goleiro do time da granja, engenheiro se matando para entrar no mestrado, e com um blog “legal”, segundo a Uol. Olha, não é que a mulher tinha razão? Até agora, isso foi tudo que quis ser, e consegui. Bem que ela me disse que eu chegava lá.



Escrito por Maranhão às 13h08 [   ] [ envie esta mensagem ]





Granja, Futebol e Metatarso



Depois de uma série de questões burocráticas envolvendo rescisão contratual e pagamento de salários atrasados, o time da Granja S. J. Tadeu contrata seu mais novo goleiro: Maranhão! Rá, sou eu! “O outro goleiro era muito bom, mas era meio chatão. O Maranhão é míope, mas faz a gente dar risada” era o que se ouvia nos bastidores. Alguns não confiam em goleiro de óculos, mas quem mandou marcar jogo para o fim da tarde? O lusco-fusco me cega completamente.

 

Pois bem, logo no primeiro embate, contra uma agremiação das redondezas, levamos um baile (4 a 2). Na metade do 2o tempo, fui dividir uma bola com o chileno maluco do outro time, eu fiquei com a bola, e ele ficou com a cabeça de meu metatarso (é um osso do pé... santa ignorância!). Pensei em levantar e trombar o cara (logicamente ele era bem menor que eu, acha que sou bobo), mas gente, como doía... era como se um castor roesse o osso por dentro, e de vez em quando colocasse sal para temperar. Naquele momento de dor, suor e sofrimento, vejo a silhueta do capitão de nosso time, dentre a bruma, a se aproximar trazendo auxílio e sábias palavras: “Pow, Maranhão, levanta meu! A gente já fez as 3 substituições e estamos perdendo!” Fiquei me arrastando pelos 20 minutos finais de jogo, sem nem realizar a possibilidade de desamarrar a chuteira, sabia que uma vez fora de meu pé, não teria coragem de calça-la novamente.

 

Espero que roxo esteja na moda, pois essa é a cor de meu pé. Há uma tendência escarlate, talvez púrpura, um dégradé, eu diria. Minha fisioterapeuta particular usou as mesmas palavras do cara que veio aqui ver a máquina de lavar: “pode estar quebrado”.

 

Vou ao hospital, me mandam ir ao pronto-socorro pois o hospital estava lotado. No pronto-socorro, um cardiologista, sim, um cardiologista me examina e diz que meu pé “pode estar quebrado” e me manda para onde? Antes que vocês façam uso de alguma palavra torpe, eu digo que ele me manda de volta ao hospital, pois só lá se tira radiografia. Volto ao hospital, tiro a radiografia e, assim como o cara da máquina de lavar, constatam que “não quebrou, mas vai dá uma trabalheira para consertar...”

 

 


 

P.S. Por favor, sem piadinhas do tipo “goleiro de time de granja é frango”, tenham respeito a este para-atleta que vós escreve.

 

P.S.2. Meu pai é veterinário e sempre me indica pomadas de cavalo... são as melhores!

 

P.S.3. Já lavei minha camisa mas não estou querendo devolver ainda lá pro pessoal da granja, vai que eles resolvem chamar o goleiro chatão de volta...

 

P.S.4. Só sei onde é o metatarso porque me explicaram

 



Escrito por Maranhão às 23h38 [   ] [ envie esta mensagem ]





Da série: "Se Não Fosse Trágico, Seria Cômico"



Voltando de carona da balada com uns amigos, param na esquina de meu prédio, desço enquanto o motorista, mantendo o carro em marcha, observa a avenida no intuito de saber se pode arrancar. Tenho a infeliz idéia de atravessar a rua pela frente do carro, justamente na hora que ele resolve arrancar: fui atropelado pelos meus amigos! Graças às minhas habilidades de anos de futebol de salão, consegui pular a tempo e fui jogado no capô do carro. Em seguida, 3 segundos de silêncio, até passar o susto, todo mundo se dar conta que eu estava bem e começarmos a dar muita risada.

 


Houve uma época onde dizer que fazia “análise” era vedete, ir ao psicólogo, terapeuta, psiquiatra ou alguém da área... pois eu fiz também. Primeira consulta, chego em jejum e a doutora diz que ia fazer algo para eu comer: sanduichinho de presunto, ovos, requeijão e uma barra de mussarela, comi metade e, 20 minutos depois, devolvi pelo mesmo lugar que entrou. Depois de passar desinfetante em tudo, ela veio me dizer que eu não precisava mais de análise, que eu estava curado e nunca mais voltei lá.

 


Certa feita, estava eu de carona com o Bigas quando avistamos um cachorro sentado no meio da rua. O primeiro começou a acelerar o carro dizendo que iria assustar este último. Já mais perto do intrépido canino, Bigas senta a mão na buzina e... o cachorro, sabe-se lá porque cargas d’água, não sai da frente... DUM...DUM... “Caraco, Bigas. Que que tu fez?”, “Não falei que ia dar um susto nele?”

 


Essas últimas duas frases eu inventei... a estória aconteceu realmente, mas foi o Bigas quem falou “Caraco, que que eu fiz?”, e ficou branco como aquelas bonecas de porcelana. Mas contando do outro jeito fica mais estilo Contos da Cripta.

 


Segundo encontro com a pikena, ela inventa de apertar meu “pneuzinho”, tento de desvencilhar e, devido a grande exigência sofrida pela musculatura abdominal, elimino gases; sim, um pequeno, porém perceptível, flato. Ela: “não acredito que você fez isso na minha frente!”. Eu tinha que virar o jogo e inventei qualquer coisa: “Ué, tu fez isso na vez passada que a gente saiu...”, ela responde completamente sem graça: “achei que você não tinha sentido”. Touché! 



Escrito por Maranhão às 00h37 [   ] [ envie esta mensagem ]





Viagem com Celebridades



Minha mãe recebe um cheque de um paciente de alguma cidadezinha do interior do Maranhão, dá o cheque ao meu pai, que deposita na minha conta pois sabe que o filhão vai precisar dessa grana no trajeto São Carlos – São Luís (corta a cena).

 

Nesse primeiro semestre tive aula, nada mais, nada menos do que, com minha orientadora de iniciação cientifica e meu orientador de estágio,  ou seja, necessidade sobre-humana de mostrar serviço. Os estudos tomaram conta de minha vida de tal forma que só refeições e os capítulos finais de “Celebridades” me faziam largar os livros.

 

Acabando a última prova, corri pra casa, arrumei a mala e fui pra rodoviária. Depois que já estava no busão que me levava a Sampa é que fui me dar conta quão mal afortunado financeiramente eu me encontrava: meu saldo era mais do que negativo, e a grana da carteira sublimou quase toda na passagem. Mas ainda faltavam: Alimentação (estava em jejum e já eram 2 da tarde!), transporte Tietê – Congonhas e Miscelâneas (livro que compro pra ler no avião pra impressionar a passageira ao lado e o chocolate fino que sempre levo pra minha mãe, até porque ela quem vai estar pagando indiretamente).

 

Volta a primeira cena: mas meu pai não fez o depósito? Sim, ele depositou o cheque do Seu Raimundo da cidade de Axixá em um caixa eletrônico em São Luís na minha conta em São Carlos; quanto tempo achas que essa transação demora? Vá pensando que eu respondo depois.

 

Hora de cortar os supérfluos, pois me restavam “derreal”. Miscelâneas fora! Ia ter que usar a Cruzadinha Coquetel Nível Médio semi-respondida pra tentar impressionar e minha mãe ia ganhar um beijo e um abraço. Da rodoviária ao aeroporto: táxi, pois aceitava cheque. Em Congonhas, paguei a taxa de embarque e me sobraram uns trocados que me possibilitavam uma refeição à base de suco de laranja (que desceu suave como ácido sulfúrico no meu estômago vazio) e um naldecon já que gripe, renite, amidalite e tantas outras “ites” resolveram atacar.

 

Pronto! Já estava dentro da sala de embarque, bagagem despachada e meu vôo só ia atrasar 2 horinhas. Para um homem em jejum que está louco pra chegar a seu destino, o aviso metálico do sistema de falantes do aeroporto soou como facas perfurando meus tímpanos.

 

Mas aí adentram a sala de embarque a Noêmia (mãe do P.C.) e o Cristiano, o presidente do grupo Vasconcelos. Sim, celebridades se faziam presentes! E, enquanto eu respondia “Deusa da família na Mitologia egípcia” com 4 letras, vem uma garota muito da cheirosa e senta ao meu lado. Quando viro pra olhar: era a filha de tia Juju!!! Rá, tia Juju, a mesma que preparava uns docinhos irados e que minha mãe me dava abacatada pra eu não dar vexame nas festinhas.

 

Ficamos conversando e nem vimos o tempo passar. O vôo até Brasília foi bem rápido, e o lanchinho serviu para acalmar o autofagismo que cultivei em meu estômago. Fiquei com vergonha de pedir outro lanche na frente da menina, tinha esperança de dar um cheque borrachudo e comer algo em Brasília. Mas lá chegando, o vôo seguinte já estava em “última chamada” e tivemos que embarcar. Dessa vez, a filha de tia Juju sentou longe, era a hora de aplicar o golpe no sistema...

 

Quem já viajou de avião (nas empresas mais muquiranas) sabe como é o serviço de bordo: vem um comissário na frente do carrinho distribuindo a comida (pão, queijo e presunto) e um atrás servindo bebida. No vôo SP - Brasília, já tinha calculado o tempo entre o atendimento dos dois comissários. No vôo Brasília – São Luís era a hora de por em prática minha rapidez em comer adquirida nos jantares que dividia com meu irmão. Assim que o primeiro comissário serviu o lanche, devorei no melhor estilo nado borboleta 3 por 1: 3 mordidas e 1 respirada, escondi o resto da embalagem no bolso que fica na poltrona da frente e fiquei esperando o comissário seguinte chegar. Quando ele viu minha mesinha aberta e sem nada, ele ofereceu “Lanchinho, senhor?”, respondi “hum-rum”, pois tentava descolar com a língua o resto de massa de pão que colou no meu palato. Conquistei meu segundo lanchinho e me senti o máximo, havia vencido “o sistema”.



Escrito por Maranhão às 19h25 [   ] [ envie esta mensagem ]





É, eu sei...



Tom Hanks, em "Naufrago", algumas vezes fica conversando com a bola de volei... e a todas as "cobranças" que "Wilson" faz, ele responde: "Yeah, I know..."

Era mais ou menos esse o relacionamento que eu vinha tendo com meu blog, abria o navegador, via o blog e dizia: "É, eu sei... tenho que atualizar". Mas aconteceu tanta coisa (falta de inspiração, problemas com a Telefonica, problemas com a UOL, problemas com o blog), que só agora consegui voltar.



Escrito por Maranhão às 15h33 [   ] [ envie esta mensagem ]





É o seguinte...



É o seguinte: estou de férias e, ao invés de estar no Maranhão, estou em São Carlos, fazendo treinamento de 8 às 6 num laboratório de um assunto que entendo quase nada, tendo que estudar milhares de textos em inglês, passando um frio maldito, de saco cheio e triste por várias coisas.

Fiquei lisonjeado com as mensagens de quem sentiu falta dos posts mas estou mal humorado e como a comédia sempre imperou nesse blog, voltarei a postar quando algum centelha de bom humor vier a surgir...

...e quem não curtiu a idéia, fique a vontade para abrir a boca próxima ao meio fio e raspar os dentes na calçada.



Escrito por Maranhão às 00h05 [   ] [ envie esta mensagem ]






Vou te olhar como quem olha pela primeira vez,
e te sorrir, até te empalidecer a tez,
ler teus lábios, de quem nada fez.
Vou feliz, como quem não segue leis,
te acompanhar, até que cheguem as seis,
me acordar, como acordavam os reis.


Vou te olhar, como quem tudo fez,
e te sorrir, como quem não entende leis,
ler teus lábios, como se fossem reis.
Vou feliz, como na primeira vez,
me acordar, mesmo que seja às seis,
te acompanhar e te beijar a tez.


Vou te acompanhar, como se fossem leis,
e te felicitar, como se faziam aos reis,
olhar teus lábios, mesmo que sejam às seis.
Vou sorrir mais uma vez,
te ler, e te roçar a tez
me enxergar e te beijar como nunca se fez.



Escrito por Maranhão às 04h13 [   ] [ envie esta mensagem ]





Who let the dogs out?



Quem bem me conhece sabe de minha pouca admiração por cães, melhor dizendo, não gosto mesmo, aliás, odeio! Gato, passarinho, peixe, papagaio, tartaruga, iguana, bicho-geográfico, todos acho aceitáveis... mas cachorro não! É isso mesmo, O – D – E – I – O!

Quando passo no portão de alguém e o cachorro começa a latir, me pergunto: “Porque?”; gato não reage assim, nenhum dos supra-citados reagem assim (muito menos o bicho-geográfico). E quando você vai na casa de uma pikena, e aquele cachorrão sujo de lama, com fios de baba saindo pela boca (parecendo que engoliu um tênis e deixou os cadarços pra fora), vem e pula no seu colo sujando sua calça bege que nunca mais será a mesma? Ou pior, a pikena pede pra você entrar e diz “tem cachorro mas não morde não”, lá dentro você se depara com um pit-bull brincando a mão do jardineiro. Além disso, tem o trauma de infância. (A imagem começa a se distorcer indicando uma volta no tempo).

Na pacata Rua das Pitangueiras, residia um menino barrigudinho e cabeçudinho, ranhento de pernas finas, vamos chama-lo de EU. Eu tinha um vizinho chamado “Tio Nego Velho”, muito gente fina, adorado pela criançada por ser o único que tinha piscina em casa, chegado numa cervejinha, nunca dava pra saber quando Tio Nego Velho excedia no teor etílico, ele sempre caminhava trôpego sobre a tênue linha que divide sobriedade e embriaguez. Pois bem, Tio Nego Velho criava cães enormes, deviam receber ração de Chernobyl, pareciam aqueles lobos de Senhor dos Anéis, talvez esteja exagerando, mas na época EU era pequeno, e tudo que fazia sombra EU já considerava gigantesco. E sobre os cuidados de um homem que não conseguia pronunciar “asfixiado” sem asfixiar, bastava o barulho de um futebolzinho na rua para excitar as bestas-feras, que sempre conseguiam fugir. O interessante é que, nos 16 anos que EU morei lá, nunca atacaram nenhum criança, mas bola furaram 1 mol delas. Acho que os cães eram como Tio Nego Velho, gostavam das crianças, só não gostavam da bagunça.

Mas de onde fui tirar a idéia de escrever sobre cães?

Passei um fim de semana na chácara com amigos. Lá, haviam 2 filhotes (já com capacidade de arrancar os dedos de um desavisado) e o dono, todo orgulhoso, tirava milhares de fotos com a câmera digital nova e falava da linhagem, da raça, da cor, da marca, do modelo, dos acessórios originais de fábrica, um monte de coisa sobre caninos que eu respondia com “hum-rum” (odeio quando meu interlocutor faz isso, usei de tal subterfúgio no intuito de não mostrar qualquer interesse).

Estava interessado mesmo no comportamento dos filhotes: um parecia alimentado com polpa de maracujá, calma que dava gosto; o outro devia beber sangue de demônio da tasmânia, completamente louco e enfurecido. Quando que por ironia do destino, fui presenteado com tal cena:

Ganhei meu fim de semana!

P.S. Alguém sabe se a frase do título tem algum duplo sentido? Sabendo (ou não), deixa 1 comentário aê...



Escrito por Maranhão às 02h56 [   ] [ envie esta mensagem ]





Abraçando o vaso



Esse fim de semana está rolando o TUSCA (Taça Universitária de São Carlos, eu acho) aqui na cidade. É uma desculpa pra fazer festa, trazer outras universidades, a galera encher a cara e tudo mais. Ah, e nas horas vagas acontecem alguns eventos esportivos, mas isso é o de menos. O legal é vê o CORSO passando na avenida. É tipo um trio elétrico, que sai da USP e vai até a UFSCar, seguido por vários bêbados que vão vomitando e caindo pelo caminho.

Sendo assim, aqui deixo minha homenagem a esses destemidos universitários:



Escrito por Maranhão às 01h33 [   ] [ envie esta mensagem ]





Homenagem às Mães



Descaradamente furtado de http://www.senhorasesenhores.blogger.com.br/



Escrito por Maranhão às 23h40 [   ] [ envie esta mensagem ]





Viagem à Pequim



Aí a maranhense, mãe da minha amiga japa que é de São Jose dos Campos e mora em São Carlos, veio visitá-la, e como toda casa de família maranhense fora do Maranhão, muita comida e conterrâneos sendo intimados a comparecerem, no caso, eu!

Se tu não entendeu nada, não tem importância, legal foi sobre o que conversamos antes da feijuca sair...

NATIONAL SWIMMING CENTRE - BEIJING, CHINA

A australiana PTW foi a empresa escolhida para construir as piscinas pros Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Tá, “os china” trouxeram os caras da Austrália pra cavar um buraco e colocar azulejo por dentro e um teto em cima? O detalhe que isso vai custar 150 milhões de doletas e o “WATERCUBE” (como é conhecido) promete ser o complexo esportivo mais irado do mundo.

Com capacidade para 17 mil pessoas, os arquitetos tiveram a idéia de usar uma estrutura de bolhas, com um polímero (ou “prástico”, como preferir) chamado ETFE, parecido com teflon, só que é caro feito puta virgem. Além disso, os chineses sugeriram que todo o complexo fosse feito em forma de cubo, pois na cultura deles significa harmonia com a natureza.

O resultado é uma edificação com paredes de 3,5 metros de espessura, preenchidas com colchões de ar de ETFE, imitando bolhas de espuma, dando a impressão de leveza e translucidez, como se estivesse flutuando.

Graças ao uso do ETFE, vai ser possível utilizar a luz do sol como em uma estufa, aquecendo o interior do complexo e a água das piscinas. Sabe o que mais? Animações e propagadas poderão projetadas nas paredes (igual aquelas que a Globo faz no gramado, no intervalo do futebol... só que bem mais iradas, né?) Ah, e pra aproveitar o lugar, vão fazer uma academia, uma pista de patinação no gelo e um cinema lá dentro também, ouvi dizer que tava sobrando grana...

Pessoas de quem lembrei enquanto fazia esse post:

Anielle - a japa filha de maranhense mais legal que conheço;

Marina (www.senhorasesenhores.blogger.com.br) - grande amiga e futura arquiteta;

Fernando Cals (http://observador.blogbrasil.com ) - vivido arquiteto carioca;

Pamela Anderson – sabe como é, piscina, maiô, plástico, formas arredondadas...

Escrito por Maranhão às 16h51 [   ] [ envie esta mensagem ]





Atitude 1: Suicídio com Leite e com Manga



Se você chegou até aqui, sua foto já vai estar ao lado da palavra “tristeza” no dicionário. Porém, esta atitude o tornará um “black-belt” na arte de ser infeliz.

Já não é de hoje que sabemos que, apesar de nossas avós afirmarem piamente, tomar leite com manga não mata. Um pessoa que tenta suicídio usando deste artifício vai atingir graus de tristeza estratosféricos pois além de se sentir pouco dotado de inteligência, não terá sucesso em dar cabo de sua vida. A dúvida “sou burro pois não consegui me matar ou não consegui me matar pois sou burro?” irá torna-lo uma pessoa triste para todo o sempre.



Escrito por Maranhão às 01h27 [   ] [ envie esta mensagem ]



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